Planos devem investir em prevenção de acidentes e prêmio a pacientes

Planos devem investir em prevenção de acidentes e prêmio a pacientes

Investir em fatores preventivos pode ser uma medida de baixo custo relativo que ajudaria a sustentar o atual modelo dos planos de saúde e evitaria que o aumento das mensalidades a partir de 60 anos inviabilizasse a entrada de idosos na saúde suplementar. A revisão na lei dos planos de saúde, que deverá ser analisada em novembro na Câmera dos Deputados, deve permitir às empresas do setor aumentarem  seus preços em até 20% do valor final do reajuste a cada cinco anos para segurados que atinjam essa faixa etária.

A maior parte dos acidentes com alto custos médicos acontece quando os idosos estão andando dentro de casa, afirmou o Presidente da AUDIF ( Associação Brasileira de Auditores em Saúde), Alexander Saliba, durante o Fórum Saúde Suplementar, organizado pela Folha com patrocínio da FenaSaúde, Unimed, Pfizer, Bristol e Anab ( Associação Nacional das Administradoras de Benefícios).

Também participaram do debate, nesta quinta-feira (23), Maisa Kairalla, Presidente da  SBGG-SP (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo), e Rafael Robba, advogado especializado em direito à saúde e sócio do escritório Vilhena Silva Advogados. A medição foi feita pela repórter de mercado, Taís Hirata.

Para Saliba, eliminar riscos básicos – tornando mais seguras as formas de acesso e colocando apoios em vasos sanitários e no local de banho, por exemplo – ajudaria a reduzir corriqueiros e, por consequência, os custos dele provenientes. Ele citou como outro exemplo positivo a possibilidade de premiar o cliente que se cuida, o que já acontece em alguns países como Estados Unidas. “A operadora observa se ele está controlando o diabetes, tomando remédio e fazendo exames. Isso é medicina preventiva.”

Saliba prevê que, com o aumento gradativo dos preços, grande parte dos brasileiros com mais  de 60 anos deixe os planos de saúde e entre em acordos coletivos, que seriam prejudiciais para eles. “A ANS (Agencia Nacional de Saúde Suplementar) permite que, nesses acordos, quem está vendendo coloque o valor que quiser de remuneração. O Idec ( Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) fez um estudo em São Paulo identificou um aumento de 63% de um ano para o outro na mensalidade”, disse.

Maísa Kairalla, da sociedade de geriatria, lembrou a mudança do perfil etário da população brasileira, que, segundo estimativa do setor de saúde, em dez anos deve chegar a um idoso para cada jovem, para declarar que o país não está preparado para o envelhecimento. “A saúde do idoso é muito cara. Ele precisa de dieta, da fralda descartável. Um idoso com pneumonia gasta em média 17 dias na UTI, enquanto um jovem com a mesma doença passa certa de 3 dias. Os gastos com remédios são sete vezes maiores.”

Segundo o advogado Rafael Robba, o reajuste do valor dos planos de saúde acima de 60 anos é considerado legal pelo Supremo Tribunal de Justiça, mas será preciso avaliar caso a caso se o novo preço não implica discriminação contro o idoso nem o impede de aderir o plano. “A tendência é aumentar a judicialização”, afirmou. ” Hoje a maior parte das ações judiciais em São Paulo acontece por negativa de procedimento por parte das operadoras, com uma parcela expressiva de idosos incluída O segundo tema mais discutido são questões relacionadas a idosos, como preços de planos de saúde.”

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/

 

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